Portugal, festivais de criatividade.

Todos sabem que o mercado portugues enfrenta uma crise financeira.

E a crise pede inteligencia e parcerias para juntos passarmos melhores bocados.

Todo ano surgem eventos e festivais de criatividade para premiar o que deveria ser de melhor no mercado, e não  premiar quem pagou a inscrição ou premiar quem patrocina o evento….

 

mas é isso o que acontece cada vez mais, com mais festivais e categorias do qeu agencias com dinheiro no mercado, quem inscreve é quem recebe! simples. e isso não simboliza o mercado e nem justifica colocar um selo bonito no anuncio dizendo que este é o produto do ano, ou de confiaça ou sei lá o que inventam hoje em dia…

3 anos atra´s inventei o croquette awards não pra ser um festival para brigar para os outros, mas sim para mostrar quanto a maioria dos festivais são ridiculos.

mas a minha opinião é simples, ão acho que deve haver monopólio nos festivais, mas deverá ter UM FORTE do que 3 mais ou menos. um qeu a concorrencia seja acirrada e que mostre o qeu há de melhor a ser feito.

Mas isso não depende só do nome do festival, depende de quem faz, de quem preside, de quem participa e de quem colabora.

Não acho que tem nenhum festival perto da perfeição em Portugal, mas existem alguns próximos, alguns que tentei opinar fui recriminado e outros receberam com bons olhos. Já fui jurí de todos eles e tive oportunidade de perto de ver os erros e defeitos.

eu queria entender porque uma revista meios e publicidade ao inves de criar um festival não se juntou ao CCP? queria saber porqeu um premios neuronio não se junto na area de relacional do CCP. não quer dizer que ache o CCP o correto, mas é de certeza o mais perto e mais aberto a mudanças para melhorias…porque não termos um CCP que funciona e que analisa os melhores trabalhos feitos por agencias e novas caras qeu ainda estão na faculdade….

Este ano decidi que a Torke só participaria em 1 festival portugues (CCP) e acho qeu devemos deixar um forte e tentar juntar a massa critica e fazer um muito forte para ser valorizado no nosso mercado e ser comentado no mundo.

a matemática tb é simples, conseguir patrocinio para um forte é mais facil do que dispersar…

como sabem vou tentar continuar a ajudar a melhorar quando me derem espaço, este ano vou ter a oportunidade de trazer uma experiencia internacional do principal festival de criatividade do mundo, e este conhecimento não vale nada se eu não partilhar e não tentar melhorar o que se faz em portugal.

por isso os outros 4 premios que a torke se inscrevia, fica pra uma próxima. se o CCP me decepcionar, 2013 aposto em outro.

 

    • Cate
    • 12 de Março, 2012

    Boa!🙂

  1. Boas André. Não me leves a mal, até porque tem a ver com o facto de, obviamente, não te conhecer melhor, mas não estava à espera desta opinião vinda de ti… ou, agora que penso melhor sobre isso, até devia esperar, pelo que conheço da tua vontade em juntar “tolas” criativas num sentido que me parece verdadeiramente altruísta, e que é raro ver em Portugal.

    Concordo plenamente com a perspectiva que aqui apresentas e não falo como um qualquer ressabiado que, por ter um pequeno estúdio de comunicação com clientes pequenos, nunca conseguiu ganhar algo nestes “grandes festivais” (mas sim, a criatividade tb existe em pequenos projectos) – falo como alguém que adora criatividade e que acha que a partilha de ideias é a mais elegante forma de avançarmos rumo a qualquer solução.

    É surpreendente a forma como muito gente vem falar da criatividade na praça pública e muitos outros que assinam inclusive acordos de ética, mas que na práctica acaba por perpetuar toda esta situação.

    Gostei de conhecer esta tomada de posição em prol da evolução e (atenção que lá vai graxa!! lol brincadeira) és uma das personagens no panorama criativo português que é para mim uma referência a vários níveis, inclusive na descontracção e ruptura com as poses institucionais, muitas vezes vazias de personalidade, que se vêm por aí.

    É bom saber que temos “tolas” destas por cá.
    Abraço.

    • Valeu Pedro, a ideia é fazer algo forte para melhorar a qualidade e dar mais oportunidade para todos.
      quando criei o croquette awards fui muito chato no sentido que chava que algumas categorias tem qeu ser de graça, porque as vezes estudios menores fazem trabalho muito bom, mas isso não quer dizer que não seja o melhor trabalho. e não vai ser pelo dinheiro da inscrição. o festvial tem qeu arrumar outra forma de se financiar.
      mas por exemplo: só em portugal os pequenos tem tanta força! e isso me motiva. tem muitos estudios de 2 ou 3 pessoas arrebentando o mercado…por isso agencias “grandes” que tinham 100 pessoas agora tem 9 pessoas…o modelo já era.

    • Mario Mandacaru
    • 12 de Março, 2012

    Olá André, já falámos sobre esse tema e estamos alinhados nessa ideia de conjugação de esforços, que a cada dia que passa torna-se mais pertinente. Obrigado pelo apoio que tem dado ao CCP.
    Aproveito para responder ao Pedro Santos, dizendo que a nossa consciência de que existe imensa criatividade nos projetos pequenos levou-nos a decidir que a partir deste ano os profissionais individuais e as micro-empresas até 5 colaboradores terão um desconto de 50% sobre o valor total das inscrições. Queremos ser representativos do mercado no seu todo, e foi essa a maneira que encontrámos de o fazer. Se tiver outras sugestões, estamos sempre abertos a recebê-las.
    Abraços

    • Olá Mário. Fico contente por esse esforço de agregação, sem dúvida fundamental até pelo momento (como o André focou e com o qual concordo) mais de parcerias que estamos a travessar.

      É extremamente positiva essa abertura, tal como o desconto, ainda que mesmo assim possa atingir valores incomportáveis por muitas micros, sobretudo se quiserem inscrever várias peças, ou impossíveis para estudantes e recém-licenciados, tenho plena consciência da necessidade de financiamento para o próprio festival e do facto desta questão ter de ainda ser maturada e definida com mais tempo.

      Os passos são sempre dados um de cada vez. De qualquer forma fica o agradecimento em nome desse primeiro e em nome da criatividade nacional.

      Abraço

    • Grande Mário, desde os meus tempos de mascarado nos Neurónios que não trocamos uma palavra!

      Ora pois, o mercado da criatividade portuguesa encontra-se numa situação interessante. Muito potencial, muita capacidade de fazer coisas diferentes com os parcos recursos que existem, muita vontade. Mas depois, não se faz, não se vê, resultados escassos.

      Na TORKE, temos uma filosofia engraçada que, pelo conheço de várias agências, não se vê muito: o “Bora lá fazer. Porquê? Porque não?”

      Há tantas ideias no ar….:/ e fazer-se algo de concreto…. pouco ou nada. E mesmo assim, o CCP já passou por vários estágios, por assim dizer, nos últimos, pelo menos, 5 anos. Mas ainda não é a entidade que deveria ser, que poderia ser. Que merece ser.

      Não vou dar ideias aqui do que mais pode ser feito. Mas pode contar comigo e com a TORKE para fazer… e elevar a criatividade portuguesa a novos patamares.

      forte abraço

      Frederico Roberto

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